A francesa ID Logistics registrou uma receita de € 990,7 milhões no primeiro trimestre de 2026, enquanto a brasileira Elo Soluções Logísticas Integradas apresentou sua plataforma de monitoramento e frota movida a GNV na Intermodal, em São Paulo. Os balanços e eventos ocorridos em abril mostram como as operadoras atrelam o crescimento financeiro à modernização digital e matrizes energéticas alternativas para atender cadeias de suprimentos globais e regionais.
Crescimento sustentado por novos contratos
Os dados divulgados por Eric Hémar, CEO da ID Logistics, confirmam um avanço like-for-like de 17,2% em relação a 2025. A operação na América do Norte puxou a alta com 40,6% de incremento, totalizando € 203,2 milhões, alavancada pelo aumento das instalações para a fabricante Nutrabolt nos Estados Unidos. A Europa, excluindo a França, também manteve ritmo acelerado após a inauguração de um centro de distribuição de 60.000 metros quadrados para a Michelin em Turim, na Itália.
O mercado latino-americano e o asiático registraram crescimento de 8,7% no período. No Brasil, a empresa firmou um contrato voltado ao comércio eletrônico, ocupando uma área de 40.000 metros quadrados e gerando 750 empregos diretos. O volume de investimento nas operações responde à pressão do varejo por tempos de trânsito menores e exige precisão absoluta nos galpões de distribuição.
Aposta em integração de dados e gás natural
No mercado interno, a feira Intermodal, realizada entre 14 e 16 de abril no Distrito Anhembi, serviu como base para a Elo Soluções Logísticas expor suas métricas e tecnologias. O CEO Jean Carlos Rocha dirigiu um caminhão movido a Gás Natural Veicular (GNV) até o evento. A ação sinaliza a transição da frota pesada para combustíveis que reduzem a emissão de carbono e diminuem a dependência do diesel em rotas de cabotagem e frete rodoviário pelo Mercosul.
Durante a exposição, a empresa utilizou óculos de realidade aumentada para demonstrar a ELO360, plataforma em nuvem que conecta veículos, armazéns e parceiros de transporte simultaneamente. A meta da direção aponta para R$ 500 milhões em faturamento até o final de 2026, um salto de 70% frente ao ano anterior. A Elo planeja alcançar a marca de R$ 1 bilhão em três anos mediante a digitalização e aquisição de equipamentos mais eficientes.
Consultoria e engenharia de software aplicadas
O avanço em faturamento, tanto em multinacionais quanto em operadoras nacionais, demanda sistemas operacionais capazes de processar altos volumes de transações ininterruptas. A modernização da infraestrutura ocorre pela compra de ativos e pela implementação de softwares especialistas. É neste limite de operação que o mercado de automação logística avança, integrando fluxos físicos e digitais.
No setor portuário e de terminais brasileiros, a T2S executa projetos de modernização tecnológica nos complexos de armazenagem de grandes embarcadores. Ao aplicar arquiteturas customizadas e garantir a integração entre os pátios e os sistemas de retaguarda, a consultoria assegura que a infraestrutura de TI de operadores suporte o aumento de movimentação física verificado nos relatórios financeiros das empresas do setor.
Convergência logística e evolução estrutural
Os números corporativos atestam que o aumento de receita e a abertura de novos armazéns dependem de um controle de frota estrito e monitoramento sistêmico contínuo. Com operações iniciadas simultaneamente no interior de São Paulo, Turim e Wisconsin, o transporte logístico demanda exatidão técnica para evitar o estrangulamento nos terminais e o colapso nas estradas.
A adoção de matrizes de combustível em caminhões pesados e o uso de integração via APIs demonstram maturidade das operadoras logísticas. Nós lidamos com deficiências históricas nas ferrovias e nos acessos terrestres aos portos brasileiros. Contudo, a absorção destas tecnologias de ponta e os balanços financeiros positivos provam que nossas empresas conseguem prosperar. Isso atesta nossa evolução prática no comércio exterior, mantendo um alto padrão de desempenho internacional a despeito do atraso estrutural que ainda afeta a logística pública nacional.