Desde 2019, a ANTAQ utiliza drones, também chamados de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAs), na fiscalização do transporte aquaviário brasileiro. A ferramenta acompanha estruturas, operações e áreas extensas por meio de mapeamento aéreo, ajuda a identificar atos infracionais e permite verificar excesso de carga na navegação interior. O uso recorrente amplia o campo de observação das equipes e acrescenta dados aos relatórios técnicos, enquanto as operações respeitam o limite de altitude de 120 metros previsto na legislação brasileira.

Fiscalização ganha escala aérea

O mapeamento aéreo muda a escala espacial da inspeção. Em áreas extensas ou de acesso difícil, os drones permitem obter uma visão ampla das condições observadas pelas equipes da agência. A aplicação transforma a aeronave remotamente pilotada em um recurso de acompanhamento de estruturas e operações, com registros que podem ser associados ao local fiscalizado. A descrição oficial da ANTAQ apresenta essa utilização como uma ampliação dos recursos empregados no transporte aquaviário.

O programa também inclui o acompanhamento de fluxos logísticos, a medição de volumetria e a validação de obras. Cada aplicação responde a uma necessidade de observação diferente: o fluxo mostra a movimentação na área fiscalizada, a volumetria permite avaliar dimensões e volumes, e a validação de obras apoia a conferência do que foi executado. A combinação dessas funções amplia o conjunto de informações disponível para a fiscalização sem alterar o foco da agência, que permanece concentrado no transporte aquaviário.

Na navegação interior, o drone também apoia a verificação de excesso de carga, uma irregularidade que exige observação das embarcações e das condições da operação. A atividade ocorre dentro do limite de 120 metros de altitude estabelecido pela legislação brasileira. Essa exigência delimita a operação dos equipamentos e incorpora o uso da tecnologia às regras que já orientam a fiscalização aérea no país, conectando alcance visual e conformidade operacional.

Dados que chegam aos relatórios

O ganho operacional está associado à qualidade do registro produzido durante a inspeção. Os drones permitem coletar inteligência e dados georreferenciados, ou seja, informações vinculadas ao ponto em que foram obtidas. Esse vínculo espacial ajuda a organizar evidências sobre estruturas, áreas e operações observadas, além de fornecer material para relatórios técnicos. A informação deixa de ser apenas uma observação de campo e passa a integrar uma base documentada para a atuação da agência.

A coleta aérea também reduz a exposição dos fiscais a riscos físicos em áreas de difícil acesso ou em estruturas elevadas. A ferramenta permite que parte da observação seja realizada remotamente, sem exigir a presença imediata do servidor no ponto mais arriscado da inspeção. O ganho descrito para a atividade é operacional: obter informação sobre locais complexos com menor exposição física, mantendo a fiscalização apoiada em registros produzidos durante o voo.

Quando os dados são incorporados aos relatórios, a imagem da área fiscalizada passa a cumprir uma função técnica dentro do processo de análise. O drone atua como complemento da observação realizada pela equipe, fornecendo referências sobre localização, dimensões e condições verificadas. A coleta de dados georreferenciados organiza a inteligência obtida em campo e dá suporte à documentação das ocorrências, sem atribuir ao equipamento decisões que permanecem sob responsabilidade da fiscalização.

Capacitação sustenta o uso contínuo

A capacidade instalada inclui 53 servidores da ANTAQ habilitados para operar RPAs. O número mostra que o uso de drones depende de pessoal treinado, além da disponibilidade dos equipamentos. A capacitação interna permite que a agência mantenha equipes aptas a executar mapeamentos, acompanhar operações e produzir os registros necessários para as atividades de fiscalização, consolidando a tecnologia como parte da rotina institucional iniciada em 2019.

O treinamento também alcançou 31 servidores de órgãos parceiros. Entre as instituições capacitadas estão a Marinha do Brasil e a Receita Federal, que receberam formação para operar RPAs em suas próprias atividades. A extensão da capacitação para outras estruturas públicas amplia o número de profissionais habilitados a utilizar a ferramenta e cria uma base técnica compartilhada entre órgãos que atuam em áreas relacionadas ao transporte e à fiscalização.

O dado concreto para o setor é a incorporação da observação aérea à fiscalização aquaviária, com 53 servidores próprios capacitados e outros 31 profissionais parceiros treinados. Desde 2019, os drones passaram a apoiar o mapeamento de áreas, a identificação de irregularidades, a verificação de cargas e a elaboração de relatórios técnicos. A mudança está na escala e na segurança da coleta de informações: a ANTAQ consegue acompanhar locais extensos ou de difícil acesso com uma ferramenta regulamentada e integrada ao trabalho de seus fiscais.