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title: "Santos reforça monitoramento costeiro contra eventos extremos"
author: "Redação"
date: "2026-08-29 12:07:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/08/29/santos-reforca-monitoramento-costeiro-contra-eventos-extremos/md"
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## Resumo
- Santos realizou seminário sobre monitoramento e previsão de eventos climáticos extremos na zona costeira.
- A estratégia integra dados meteorológicos e oceanográficos à atuação da Defesa Civil.
- O fluxo diário conecta modelos de previsão às Defesas Civis e aos municípios da região.
- Ressacas, tempestades e chuvas intensas estão entre os eventos acompanhados.
- O CIEX participou do encontro, que terminou com visita à Sala de Situação da Baixada Santista.
- O ClimaSantos mantém ações municipais de adaptação, incluindo o projeto Pede Árvore.

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O **1º Seminário de Sistemas de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos na Zona Costeira** foi realizado em **27 de fevereiro**, na Universidade Santa Cecília, em Santos (SP), para discutir como dados meteorológicos e oceanográficos apoiam a Defesa Civil e a segurança de operações portuárias e urbanas costeiras. A iniciativa aproximou a produção de informações sobre o tempo e o mar das decisões de prevenção, com atenção a ressacas, tempestades e chuvas intensas que afetam simultaneamente a cidade e as atividades na zona costeira.

## Previsão precisa virar decisão

O eixo técnico do encontro foi a integração entre **monitoramento**, previsão, gestão de riscos e segurança operacional. Em vez de tratar cada informação de forma isolada, a estratégia discutida organiza os dados observados e os modelos de previsão dentro de uma rotina de apoio às autoridades responsáveis pela resposta. Para Santos, essa conexão aproxima a leitura das condições costeiras das medidas que precisam ser avaliadas antes que um evento extremo alcance áreas urbanas ou interfira nas atividades portuárias.

Essa integração ganha utilidade quando ocorre de forma **diária**. O fluxo apresentado conecta os dados e os modelos de previsão às Defesas Civis e aos municípios da região, permitindo que a informação circule entre as estruturas que acompanham os riscos e aquelas que emitem orientações. O objetivo é reduzir o intervalo entre a identificação de uma condição adversa, a avaliação de seus efeitos e a adoção de medidas preventivas na Baixada Santista.

Entre os eventos acompanhados estão **ressacas, tempestades e chuvas intensas**, fenômenos que exigem respostas diferentes, mas dependem de informação confiável e compartilhada. Quando os alertas chegam às equipes responsáveis, a prevenção deixa de depender apenas da observação imediata do problema e passa a considerar sinais antecipados. Nas operações portuárias, esse cuidado se conecta à segurança em áreas costeiras; no espaço urbano, orienta a atuação das Defesas Civis e dos municípios.

## Porto e cidade no mesmo fluxo

O seminário funcionou como espaço de **divulgação e discussão** dessa estratégia de monitoramento costeiro. A programação reuniu a dimensão portuária e a urbana no mesmo debate, uma escolha coerente com a realidade de Santos, onde a infraestrutura de transporte e a ocupação da cidade convivem com as condições do litoral. A [realização do encontro](https://www.santos.sp.gov.br/?q=noticia/seminario-destaca-o-trabalho-de-santos-na-prevencao-dos-eventos-climaticos-extremos) colocou a prevenção de eventos extremos no campo da gestão cotidiana, sem apresentar o seminário como solução isolada para outras áreas.

A participação do **Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos**, o CIEX, acrescentou ao debate a articulação entre instituições dedicadas à observação e à previsão. O centro participou do 1º Seminário de Sistemas de Monitoramento e Previsão de Eventos Extremos na Zona Costeira, que tratou da relação entre informação técnica, gestão de riscos e segurança. Para o setor portuário, o valor dessa articulação está em aproximar conhecimento especializado dos processos que antecedem a emissão de alertas e a prevenção.

A programação terminou com uma visita à **Sala de Situação da Baixada Santista**, estrutura associada ao acompanhamento das condições que afetam a região. O encerramento reforçou a ligação entre o debate acadêmico e institucional e o local onde as informações são organizadas para apoiar a segurança operacional em áreas costeiras. A visita não substitui o trabalho diário das Defesas Civis, mas ajuda a tornar visível a infraestrutura que sustenta a circulação de dados entre monitoramento, previsão e gestão de riscos.

## Adaptação ganha uma agenda local

A discussão em Santos ocorreu em um período de atenção a eventos climáticos extremos no Brasil. A **Associação Comercial de Santos** participou de um encontro dedicado ao fenômeno chamado "Super El Niño" e à intensificação desses eventos, dentro da São Paulo Climate Week. A agenda aproximou ciência, inovação, governança, infraestrutura resiliente e setor privado, com a proposta de transformar alertas em ações de prevenção e adaptação. Essa conexão amplia o debate sem retirar o foco da estratégia costeira apresentada no seminário.

Na escala municipal, o **ClimaSantos** centraliza informações sobre ações de enfrentamento às mudanças climáticas em Santos. Entre as iniciativas está o projeto "Pede Árvore", que incentiva o plantio de mudas em áreas particulares para mitigar efeitos climáticos locais. A medida pertence a uma frente urbana de adaptação, enquanto o monitoramento costeiro apoia a antecipação de riscos associados ao tempo e ao mar. As duas agendas mostram que a prevenção combina informação para decisão e ações permanentes no território.

Para o porto e para a cidade, a principal entrega dessa articulação é um fluxo mais claro entre **dados, alertas e prevenção**. O seminário apresentou a estratégia, a participação do CIEX qualificou a discussão e a visita à Sala de Situação mostrou a estrutura usada na Baixada Santista. A continuidade depende de manter a integração diária com as Defesas Civis e os municípios, enquanto programas locais como o ClimaSantos dão sequência às medidas de adaptação. Santos avança ao tratar a informação costeira como parte da gestão operacional e urbana, aproximando tecnologia, prevenção e crescimento territorial.