Em 25 de agosto de 2026, a Autoridade Portuária de Santos (APS) iniciou a instalação de uma rede privativa 5G no Porto de Santos, dentro do convênio Porto de Santos Conecta firmado com o Itaipu Parquetec. O projeto prevê investimento de aproximadamente R$ 31 milhões ao longo de 36 meses e foi desenhado para ampliar a capacidade digital do complexo, habilitando soluções tecnológicas para operações portuárias. A implantação alcança a sede da APS e áreas de Valongo, Outeirinhos e Estuário, na margem direita, dando dimensão física à modernização anunciada.

A primeira etapa concentra áreas estratégicas

Esse alcance territorial reúne estruturas administrativas e áreas diretamente associadas à operação portuária. A instalação abrange os edifícios administrativos da presidência e as áreas portuárias de Valongo, Outeirinhos e Estuário, na margem direita. A distribuição indicada pela APS coloca a conectividade dentro de pontos distintos do complexo, permitindo que o projeto avance sobre espaços com funções administrativas e operacionais diferentes, conforme a implantação prevista para o Porto de Santos.

A implantação seguirá uma sequência gradual dentro dessas áreas. A execução ocorrerá de forma gradual, iniciando pelo Ponto de Inspeção Naval, pela sede da APS e pelo Parque Valongo. Essa ordem estabelece os primeiros pontos de instalação da infraestrutura e transforma o convênio em uma obra com etapas definidas, em vez de uma ativação simultânea em todo o complexo. O avanço nesses locais servirá de base para a continuidade do projeto nas demais áreas previstas.

Como parte dessa primeira fase, a própria APS alertou para possíveis interferências temporárias na rotina dos locais atendidos. A autoridade informou que a obra pode provocar interdições, ruídos e circulação de equipes durante a execução. O aviso antecipa efeitos operacionais associados à instalação física da rede e oferece às empresas e aos trabalhadores do porto uma referência sobre as condições esperadas durante o período de implantação.

O convênio conecta infraestrutura e testes

A etapa física está apoiada em uma parceria que começou antes do início das obras. O convênio de cooperação técnica e financeira entre a APS e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu foi estabelecido em dezembro de 2024. A participação do Itaipu Parquetec organiza o apoio técnico necessário para a arquitetura da rede e para a aplicação de testes, conectando o investimento em infraestrutura à avaliação de soluções voltadas ao ambiente portuário.

Esse arranjo inclui uma frente específica de experimentação tecnológica. O Itaipu Parquetec apoiará tecnicamente a arquitetura da rede, a implementação e a realização de provas de conceito. O trabalho também conta com o 5GLab, laboratório do Itaipu Parquetec, que integra a parceria voltada à transformação digital do Porto de Santos.

A partir dessa estrutura de testes, o projeto considera aplicações que dependem de comunicação entre equipamentos e áreas do complexo. Entre as aplicações consideradas, está o uso de drones. A possibilidade aparece associada à transformação digital do porto e amplia o conjunto de soluções que poderão ser avaliadas ao longo da implementação, sem alterar a execução gradual definida para a instalação da rede privativa.

Além dos drones, a arquitetura também considera duas frentes de observação e inspeção. As tecnologias previstas incluem câmeras de vigilância e equipamentos de inspeção subaquática. A presença dessas aplicações no plano mostra que a rede foi concebida para atender atividades distintas, desde o acompanhamento visual de áreas até a verificação de estruturas sob a água, sempre dentro das provas de conceito apoiadas pelo Itaipu Parquetec.

Investimento define uma implantação de três anos

A dimensão financeira acompanha o prazo estabelecido para a execução. O investimento total previsto é de aproximadamente R$ 31 milhões, equivalente a cerca de US$ 6 milhões, com duração de 36 meses. A descrição do projeto associa esse orçamento à habilitação de novas soluções tecnológicas no maior complexo portuário da América Latina, relacionando a conectividade à modernização digital das operações de Santos.

O valor destinado à rede também está ligado a mudanças previstas nos processos logísticos. O projeto prevê, além da conectividade, a automação de processos logísticos e o monitoramento avançado. Essas duas frentes deslocam a discussão da infraestrutura de telecomunicações para o funcionamento cotidiano do porto, já que a rede será implantada para sustentar soluções associadas ao controle e à execução das atividades portuárias.

Essa base de conectividade ainda deverá receber a integração de recursos digitais específicos. A previsão inclui a integração de Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial. No projeto, essas tecnologias aparecem vinculadas à ampliação da capacidade digital e à adoção gradual de novas soluções, enquanto a instalação física avança pelos pontos definidos pela APS e as provas de conceito são conduzidas com apoio técnico do Itaipu Parquetec.

Próximos passos dependem da execução gradual

Somados, o início das obras, a delimitação das áreas e o prazo de três anos formam o eixo operacional do Porto de Santos Conecta. A APS já iniciou a instalação da rede privativa 5G, mas a expansão ocorrerá por etapas, começando pelo Ponto de Inspeção Naval, pela sede da autoridade e pelo Parque Valongo. O investimento de R$ 31 milhões será aplicado dentro dessa janela de 36 meses, que também abriga a implementação e os testes das soluções previstas.

O próximo marco concreto é o avanço da instalação nos pontos iniciais e a realização das provas de conceito previstas no convênio. Nesse período, o Itaipu Parquetec deverá apoiar a arquitetura e a implementação da rede, enquanto a APS administra os efeitos temporários da obra, como interdições, ruídos e circulação de equipes. O resultado esperado está definido nas próprias metas do projeto: ampliar a capacidade digital do porto e habilitar novas soluções para a operação do maior complexo portuário da América Latina.