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title: "Porto de Santos inicia instalação de rede 5G privativa"
author: "Redação"
date: "2026-08-29 12:07:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/08/29/porto-de-santos-inicia-instalacao-de-rede-5g-privativa/md"
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## Resumo
- A APS iniciou em 25 de agosto de 2026 a instalação de uma rede privativa 5G no Porto de Santos.
- O projeto integra o convênio Porto de Santos Conecta, firmado com o Itaipu Parquetec por 36 meses.
- A implantação alcança a sede da APS, o Ponto de Inspeção Naval, o Parque Valongo, Outeirinhos e o Estuário.
- O investimento previsto é de R$ 31 milhões ao longo de três anos.
- O plano prevê digitalização, automação, provas de conceito com drones e sistemas de controle de acesso e segurança perimetral.
- A iniciativa da APS tem escopo diferente da rede 5G da BTP, concluída em 2024 para conectar os equipamentos do terminal.

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Em **25 de agosto de 2026**, a **Autoridade Portuária de Santos (APS)** iniciou a instalação de uma rede privativa 5G no complexo portuário, dentro do convênio "Porto de Santos Conecta". O projeto ocupa áreas da margem direita, incluindo edifícios administrativos do complexo da presidência e as regiões do Valongo, Outeirinhos e Estuário. Executada em parceria com a **Fundação Parque Tecnológico Itaipu (Itaipu Parquetec)**, a iniciativa prevê **R$ 31 milhões** em três anos para ampliar a capacidade digital e modernizar operações.

## Uma infraestrutura própria para a margem direita

A base institucional foi criada antes do início das obras. A **APS** e o **Itaipu Parquetec** formalizaram o convênio em 27 de janeiro de 2025, com prazo de execução de 36 meses. A duração indica que a implantação foi desenhada como um programa faseado de infraestrutura, e não como uma ativação isolada de conectividade. Para profissionais de operação, a distinção está no objeto anunciado: a autoridade portuária passa a instalar uma rede privativa própria em áreas definidas do complexo, criando a camada de comunicação sobre a qual o plano de digitalização e automação será desenvolvido.

Na etapa inicial, o plano prevê a instalação na sede da APS, no **Ponto de Inspeção Naval** e no Parque Valongo. A instalação também abrange o complexo da presidência, Valongo, Outeirinhos e Estuário, áreas localizadas na margem direita do porto. Essa distribuição mostra que o projeto não foi limitado a um único prédio ou terminal: a área anunciada combina instalações administrativas e diferentes regiões portuárias, conectando o investimento à estrutura territorial do complexo.

O orçamento previsto para três anos é de **R$ 31 milhões**, associado à implantação da infraestrutura prevista pelo convênio. Durante a execução, a autoridade portuária alerta para possíveis interdições pontuais de vias, ruídos e aumento na circulação de veículos e profissionais. Esses efeitos temporários entram na organização operacional do projeto, porque a instalação ocorre em mais de uma área do porto e terá contato direto com a rotina local. O custo e o prazo aparecem, portanto, vinculados a uma implantação distribuída e com presença física no complexo.

## Conectividade antes das aplicações

O ganho anunciado pela APS está na ampliação da capacidade digital do complexo. A rede privativa 5G integra o convênio que busca modernizar operações, enquanto o plano geral prevê a **digitalização e automação de processos**. A separação entre infraestrutura e aplicação ajuda a ler a notícia com precisão: a instalação da rede é a etapa que está começando, e os serviços que utilizarão essa conectividade estão associados às iniciativas previstas no programa. Até o momento, a divulgação apresenta objetivos e provas de conceito, sem anunciar uma lista fechada de aplicações.

Entre as possibilidades já divulgadas estão provas de conceito para o uso de **drones subaquáticos e aéreos**. O plano também prevê sistemas automatizados de controle de acesso e monitoramento de segurança perimetral. A formulação como prova de conceito indica que essas frentes foram incluídas para testar soluções dentro da implantação, não para afirmar que todos esses sistemas já estejam operando no porto. Essa diferença evita atribuir à rede resultados que ainda não foram divulgados e mantém o foco no estágio atual do projeto.

Na prática, a rede própria muda o ponto de partida da transformação digital. Em vez de apresentar uma aplicação isolada como entrega final, o convênio organiza uma infraestrutura que poderá suportar as provas de conceito e o plano de automação descritos pela APS e pelo Itaipu Parquetec. O alcance territorial anunciado também distingue a iniciativa de uma solução restrita a um equipamento ou a uma instalação específica. O resultado esperado nesta fase é a ampliação da capacidade digital; desempenho, ganhos de produtividade e novos serviços ainda não foram quantificados nas informações divulgadas.

## APS e BTP adotam caminhos distintos

Esse movimento da APS ocorre ao lado de uma iniciativa privada já concluída no mesmo complexo. A **Brasil Terminal Portuário (BTP)**, terminal privado dentro do Porto de Santos, concluiu em 2024 seu próprio projeto de rede 5G privativa em parceria com a **TIM e a Nokia**. A empresa obteve licença definitiva da Anatel em abril de 2024, e o sistema conecta 100% dos equipamentos de operação portuária do terminal durante 24 horas por dia. A experiência oferece um parâmetro concreto para separar os dois projetos por escopo e responsável.

A diferença entre as iniciativas está na escala da infraestrutura e no tipo de operação atendida. A **BTP** concentrou a rede no próprio terminal e nos equipamentos usados na movimentação de contêineres. A APS, por sua vez, iniciou uma implantação vinculada à autoridade portuária, com áreas administrativas e regiões como Valongo, Outeirinhos e Estuário. A BTP foi reconhecida como o primeiro terminal de contêineres com essa tecnologia na América Latina, enquanto a rede da APS amplia a presença do 5G privativo para uma estrutura sob gestão da autoridade portuária.

O próximo passo é executar as fases previstas ao longo dos **36 meses** do convênio, começando pelos pontos definidos no plano e avançando pelas áreas anunciadas. A APS terá de acompanhar a instalação em meio a possíveis interdições, ruídos e circulação adicional de veículos e profissionais, enquanto o programa avança da conectividade para as provas de conceito e a digitalização de processos. A notícia marca uma mudança de escala na infraestrutura tecnológica do Porto de Santos: o 5G privativo passa a coexistir em uma rede própria da autoridade portuária e em uma estrutura já concluída por um terminal privado, com os resultados futuros condicionados à execução de cada projeto.