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title: "Paranaguá e Itaqui ampliam a agenda de inovação portuária"
author: "Redação"
date: "2026-08-29 12:03:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/08/29/paranagua-e-itaqui-ampliam-a-agenda-de-inovacao-portuaria/md"
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## Resumo
- Portos do Paraná realizou a 5ª edição do InovaPortos em Curitiba, com debates sobre eficiência, modernização e sustentabilidade.
- A 6ª edição do InovaPortos, em junho de 2025, tratou de inteligência artificial e transformação digital na logística portuária.
- O Porto do Itaqui reuniu setor portuário, empresas, universidades e instituições públicas no Inova Itaqui.
- EMAP, CESAR e Fapema assinaram um memorando para desenvolver a Smart Port Orchestration Platform.
- O projeto do Itaqui prevê o uso de inteligência artificial, IoT, big data e gêmeos digitais.
- O SICS busca unificar o credenciamento de usuários do Porto de Paranaguá, enquanto o Moegão recebeu previsão de investimento de R$ 592 milhões.
- As duas agendas mostram que a inovação depende da integração entre tecnologia, governança, pesquisa e infraestrutura.

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As agendas de **Paranaguá e Itaqui** estão tratando a inovação portuária por frentes complementares. A [5ª edição do InovaPortos](https://www.portosdoparana.pr.gov.br/Noticia/Portos-do-Parana-realiza-o-maior-encontro-sobre-inovacao-portuaria-do-Brasil) foi realizada pela Portos do Paraná em Curitiba, nos dias 27 e 28 de agosto de 2024, enquanto a 6ª edição ocorreu em 17 e 18 de junho de 2025, no Multicenter Sebrae, com foco em inteligência artificial e transformação digital. Paralelamente, o [Inova Itaqui](https://website.portodoitaqui.com.br/imprensa/noticia/inova-itaqui-maior-porto-publico-do-arco-norte-promove-evento-inedito-de-inovacao-portuaria) reuniu representantes do setor portuário, empresas, universidades e instituições públicas para discutir tecnologia e desenvolvimento sustentável.

## O Paraná aproxima inovação e operação

Na frente paranaense, a discussão partiu de problemas diretamente ligados à operação e à relação do porto com seu entorno. O evento, sediado no **Museu Oscar Niemeyer**, reuniu especialistas para debater eficiência, modernização e inovações ambientais, com painéis sobre IA, novas tecnologias e operações portuárias sustentáveis. Essa escolha de temas conecta a transformação digital à capacidade de manter processos mais organizados, previsíveis e compatíveis com as exigências ambientais, preparando o debate para soluções de gestão.

Essa discussão ganhou uma dimensão prática com o **Sistema Integrado de Credenciamento e Serviços**, o SICS, anunciado para unificar o cadastro de usuários que acessam o Porto de Paranaguá. A adesão ao sistema é obrigatória e ocorre de forma gradual, o que desloca a inovação do espaço dos eventos para uma rotina administrativa que envolve autorização de acesso e relacionamento com os usuários. Ao centralizar esse procedimento, a administração cria uma base comum para organizar o fluxo de informações e melhorar a governança da área portuária.

A mesma lógica aparece na gestão da infraestrutura. O diretor de Operações da Portos do Paraná apresentou um modelo baseado em indicadores e inovação tecnológica, enquanto o projeto **Moegão** foi associado a um investimento de **R$ 592 milhões**, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2025. A combinação entre processos, métricas e obras mostra que a modernização não depende apenas de adquirir ferramentas digitais: ela também exige adequar a estrutura física que sustenta o recebimento e o encaminhamento de cargas.

## No Itaqui, conhecimento vira plataforma

No Itaqui, a inovação foi organizada como uma aproximação entre produção de conhecimento e gestão portuária. O Inova Itaqui reuniu representantes do setor, empresas, universidades e instituições públicas, e registrou um memorando de entendimento entre a **EMAP** e o **CESAR** para desenvolver a **Smart Port Orchestration Platform**. A proposta utiliza inteligência artificial e gêmeos digitais, aproximando a pesquisa aplicada de uma plataforma voltada à coordenação de informações e processos portuários.

A cooperação também inclui a **Fapema**, que participa do acordo destinado ao desenvolvimento da plataforma. A descrição do projeto associa ainda recursos de IoT e big data à iniciativa, ampliando a base tecnológica prevista para o trabalho conjunto. O ponto de interesse para os operadores está na articulação entre essas ferramentas, instituições de pesquisa e necessidades concretas do porto, pois a inovação passa a ser tratada como um programa de desenvolvimento e não apenas como uma demonstração isolada de tecnologia.

A agenda do Itaqui ganhou continuidade na **6ª edição do InovaPortos**, realizada nos dias 17 e 18 de junho de 2025 e dedicada à inteligência artificial e à transformação digital na logística portuária. O encontro ocorreu no Multicenter Sebrae com a presença de representantes do Ministério de Portos e Aeroportos e da Antaq, além de especialistas, autoridades, startups e estudantes. A presença combinada de órgãos reguladores, setor privado e formação acadêmica amplia a discussão sobre como testar, regular e incorporar novas soluções nas operações.

## Governança conecta os dois movimentos

A conexão entre as duas agendas aparece também na busca por cooperação entre administrações portuárias. O **Itaqui Summit** reuniu startups e empresários para discutir Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, e resultou na assinatura de um acordo de confidencialidade entre a EMAP e o **Porto do Açu**. Um NDA desse tipo preserva informações durante a construção de projetos conjuntos e indica que a troca de experiências pode avançar para iniciativas que ainda estão em fase de formulação.

Essa cooperação foi acompanhada pelo programa **Porto do Futuro**, que financia projetos de pesquisa no Maranhão. No Paraná, a implantação gradual do SICS cumpre outra função: organizar o acesso e o cadastro de quem participa da operação em Paranaguá. São instrumentos diferentes, mas ambos aproximam a inovação da governança, seja pelo financiamento de pesquisa, seja pela padronização de procedimentos que afetam o funcionamento diário do porto.

Enquanto o Paraná combina debate sobre eficiência com credenciamento e infraestrutura, o Itaqui concentra esforços em plataformas digitais, pesquisa aplicada e articulação institucional. Lidas em conjunto, essas iniciativas mostram que a inovação portuária não se resume à inteligência artificial ou à automação de uma etapa operacional. Ela envolve informação confiável, regras de acesso, capacidade de investimento, cooperação entre instituições e obras que sustentem o fluxo de cargas, formando uma agenda mais próxima das necessidades reais dos terminais.

Os próximos passos estão associados à execução dessas iniciativas. No Itaqui, o desenvolvimento da **Smart Port Orchestration Platform** deverá transformar o memorando entre EMAP, CESAR e Fapema em trabalho de pesquisa e aplicação tecnológica. Em Paranaguá, o SICS segue com adesão gradual, enquanto o Moegão tem prazo previsto para o segundo semestre de 2025. A experiência dos dois portos indica que o avanço tecnológico ganha consistência quando fóruns, acordos, sistemas e infraestrutura passam a operar na mesma direção, conectando o crescimento da atividade portuária à capacidade brasileira de organizar e aplicar conhecimento.