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title: "Maersk atualiza tarifas de combustível no intermodal europeu"
author: "Redação"
date: "2026-08-29 12:06:00-03"
category: "Logística"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/08/29/maersk-atualiza-tarifas-de-combustivel-no-intermodal-europeu/md"
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## Resumo
- Maersk aplica atualização temporária da Taxa de Combustível Intermodal na Polônia, Benelux e região DACH.
- A vigência dos novos valores vai de 31 de agosto a 14 de setembro de 2026.
- As taxas para caminhões variam entre 10% e 12%, com revisão quinzenal.
- Na Polônia, o adicional é de 12% para caminhão e 6% para RCO sobre IHI e IHE.
- O Benelux terá revisão quinzenal por causa da volatilidade dos preços de energia.
- Não há percentuais separados disponíveis para os modais fluvial e ferroviário nas regiões principais, além do valor de RCO informado para a Polônia.

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A **Maersk** atualizou a Taxa de Combustível Intermodal, identificada como EFS/IFS, para a **Polônia**, o Benelux e a região DACH por causa da volatilidade nos mercados globais de energia. Os novos valores serão aplicados de **31 de agosto a 14 de setembro de 2026**, alterando temporariamente os encargos associados ao transporte terrestre de contêineres. As taxas para caminhão variam entre 10% e 12%, dependendo da região, e serão revisadas quinzenalmente.

## A energia passa a pesar no trecho terrestre

As alterações impactam os encargos de transporte terrestre, conhecidos como **Inland Haulage**, dentro das operações intermodais da Maersk. Na prática, a atualização alcança uma etapa posterior ou anterior ao transporte marítimo, na qual o contêiner depende de serviços terrestres para chegar ao destino ou ao ponto de embarque. A mudança concentra a atenção dos embarcadores na composição da tarifa total, pois o adicional de combustível passa a acompanhar as condições dos mercados de energia.

A justificativa combina a **alta nos preços de energia** com a situação de segurança no Oriente Médio. Cerca de 20% do combustível global passa pelo **Estreito de Ormuz**, segundo as informações consolidadas sobre a medida. A referência à rota marítima mostra como uma área distante dos terminais europeus pode influenciar o custo de uma operação intermodal que termina ou começa no transporte rodoviário.

Esse repasse alcança diretamente os encargos de transporte e exige que o cálculo logístico considere a validade do adicional antes da confirmação de cada embarque. Para empresas que contratam transporte terrestre associado ao contêiner marítimo, a taxa divulgada para uma determinada quinzena não deve ser tratada como valor permanente. A própria política de revisão frequente conecta a cobrança à evolução dos preços de energia e mantém a composição do frete sujeita a novas alterações.

O período anunciado vai de **31 de agosto a 14 de setembro de 2026**, enquanto a revisão ocorrerá a cada duas semanas. Essa combinação cria uma janela operacional curta para embarcadores, transportadoras e equipes responsáveis por cotações. A programação de cargas precisa considerar a data de aplicação da taxa e a possibilidade de mudança na rodada seguinte, sobretudo em rotas com maior dependência do caminhão.

## Os percentuais não são iguais entre os modais

No transporte rodoviário, as taxas divulgadas para as regiões europeias ficam entre **10% e 12%**, conforme a área atendida. A faixa não significa que todos os mercados receberão o mesmo adicional, mas indica a variação registrada nos comunicados reunidos para a atualização. A diferença regional exige que o embarcador consulte a condição aplicável ao ponto de origem ou destino, em vez de usar um percentual único para toda a Europa.

Na Polônia, a taxa aplicada sobre os encargos de **Inland Haulage Import (IHI)** e **Inland Haulage Export (IHE)** é de 12% para caminhão e 6% para RCO. O comunicado oficial da Maersk detalha esses percentuais e delimita a incidência aos encargos de transporte terrestre indicados. A informação polonesa é a referência mais precisa disponível para diferenciar o adicional rodoviário de uma cobrança associada ao RCO.

No Benelux, as taxas foram revisadas devido à **volatilidade energética**, com aplicação quinzenal. A região reúne operações na Bélgica, nos Países Baixos e em Luxemburgo, mercados nos quais a atualização altera a estrutura de custos do transporte terrestre ligado ao contêiner. Como o material consolidado não apresenta um percentual individual para cada país, a faixa geral de 10% a 12% para caminhões não deve ser atribuída indistintamente a cada localidade.

A região **DACH** reúne Alemanha, Áustria e Suíça, e também aparece entre os mercados alcançados pela atualização. Para o modal rodoviário, as informações disponíveis mantêm a referência na faixa europeia de 10% a 12%, sem indicar no material consolidado qual percentual corresponde individualmente a cada país. Para o transporte **fluvial** e o ferroviário, não foram apresentados percentuais separados para Polônia, Benelux e DACH; o único valor não rodoviário explicitamente informado é de 6% para RCO na Polônia, sem definição da sigla ou identificação do modal no conteúdo fornecido.

## A revisão quinzenal muda o planejamento

A frequência de atualização transforma o combustível em uma variável de curto prazo dentro do planejamento intermodal. Em vez de considerar apenas a rota e o equipamento, o embarcador precisa verificar a data de vigência da taxa e a região de aplicação. Essa rotina reduz o risco de calcular um transporte com base em um percentual que já tenha sido substituído na revisão seguinte.

A diferença entre a faixa rodoviária europeia e o valor específico da **Polônia** também mostra que a gestão tarifária ocorre por mercado. Um embarque de importação e outro de exportação podem estar sujeitos à mesma taxa polonesa quando enquadrados nos encargos IHI e IHE, mas a comparação com Benelux ou DACH depende das condições próprias de cada região. A consulta aos comunicados locais torna-se necessária para evitar generalizações na formação do frete.

O modelo de cobrança acompanha uma série de atualizações temporárias da Maersk associadas à volatilidade dos custos de energia. Ao estabelecer percentuais por região e revisões quinzenais, a empresa preserva a possibilidade de ajustar os encargos conforme a variação dos custos que sustentam o transporte terrestre. Para os operadores logísticos, o efeito direto está na necessidade de atualizar tabelas, propostas comerciais e previsões de custo durante a janela de vigência.

A atualização da **EFS/IFS** vale, portanto, como um aviso operacional para toda a cadeia intermodal europeia: o adicional rodoviário está entre 10% e 12%, a Polônia tem 12% para caminhão e 6% para RCO, e os dados disponíveis não permitem atribuir percentuais próprios aos modais fluvial e ferroviário nas três regiões principais. O próximo ponto de controle será a revisão quinzenal posterior a 14 de setembro de 2026, quando a Maersk poderá manter ou alterar os valores conforme a evolução dos custos de energia.