A Maersk atualizou a Taxa de Combustível Intermodal, identificada como EFS/IFS, para a Polônia, o Benelux e a região DACH por causa da volatilidade nos mercados globais de energia. Os novos valores serão aplicados de 31 de agosto a 14 de setembro de 2026, alterando temporariamente os encargos associados ao transporte terrestre de contêineres. As taxas para caminhão variam entre 10% e 12%, dependendo da região, e serão revisadas quinzenalmente.
A energia passa a pesar no trecho terrestre
As alterações impactam os encargos de transporte terrestre, conhecidos como Inland Haulage, dentro das operações intermodais da Maersk. Na prática, a atualização alcança uma etapa posterior ou anterior ao transporte marítimo, na qual o contêiner depende de serviços terrestres para chegar ao destino ou ao ponto de embarque. A mudança concentra a atenção dos embarcadores na composição da tarifa total, pois o adicional de combustível passa a acompanhar as condições dos mercados de energia.
A justificativa combina a alta nos preços de energia com a situação de segurança no Oriente Médio. Cerca de 20% do combustível global passa pelo Estreito de Ormuz, segundo as informações consolidadas sobre a medida. A referência à rota marítima mostra como uma área distante dos terminais europeus pode influenciar o custo de uma operação intermodal que termina ou começa no transporte rodoviário.
Esse repasse alcança diretamente os encargos de transporte e exige que o cálculo logístico considere a validade do adicional antes da confirmação de cada embarque. Para empresas que contratam transporte terrestre associado ao contêiner marítimo, a taxa divulgada para uma determinada quinzena não deve ser tratada como valor permanente. A própria política de revisão frequente conecta a cobrança à evolução dos preços de energia e mantém a composição do frete sujeita a novas alterações.
O período anunciado vai de 31 de agosto a 14 de setembro de 2026, enquanto a revisão ocorrerá a cada duas semanas. Essa combinação cria uma janela operacional curta para embarcadores, transportadoras e equipes responsáveis por cotações. A programação de cargas precisa considerar a data de aplicação da taxa e a possibilidade de mudança na rodada seguinte, sobretudo em rotas com maior dependência do caminhão.
Os percentuais não são iguais entre os modais
No transporte rodoviário, as taxas divulgadas para as regiões europeias ficam entre 10% e 12%, conforme a área atendida. A faixa não significa que todos os mercados receberão o mesmo adicional, mas indica a variação registrada nos comunicados reunidos para a atualização. A diferença regional exige que o embarcador consulte a condição aplicável ao ponto de origem ou destino, em vez de usar um percentual único para toda a Europa.
Na Polônia, a taxa aplicada sobre os encargos de Inland Haulage Import (IHI) e Inland Haulage Export (IHE) é de 12% para caminhão e 6% para RCO. O comunicado oficial da Maersk detalha esses percentuais e delimita a incidência aos encargos de transporte terrestre indicados. A informação polonesa é a referência mais precisa disponível para diferenciar o adicional rodoviário de uma cobrança associada ao RCO.
No Benelux, as taxas foram revisadas devido à volatilidade energética, com aplicação quinzenal. A região reúne operações na Bélgica, nos Países Baixos e em Luxemburgo, mercados nos quais a atualização altera a estrutura de custos do transporte terrestre ligado ao contêiner. Como o material consolidado não apresenta um percentual individual para cada país, a faixa geral de 10% a 12% para caminhões não deve ser atribuída indistintamente a cada localidade.
A região DACH reúne Alemanha, Áustria e Suíça, e também aparece entre os mercados alcançados pela atualização. Para o modal rodoviário, as informações disponíveis mantêm a referência na faixa europeia de 10% a 12%, sem indicar no material consolidado qual percentual corresponde individualmente a cada país. Para o transporte fluvial e o ferroviário, não foram apresentados percentuais separados para Polônia, Benelux e DACH; o único valor não rodoviário explicitamente informado é de 6% para RCO na Polônia, sem definição da sigla ou identificação do modal no conteúdo fornecido.
A revisão quinzenal muda o planejamento
A frequência de atualização transforma o combustível em uma variável de curto prazo dentro do planejamento intermodal. Em vez de considerar apenas a rota e o equipamento, o embarcador precisa verificar a data de vigência da taxa e a região de aplicação. Essa rotina reduz o risco de calcular um transporte com base em um percentual que já tenha sido substituído na revisão seguinte.
A diferença entre a faixa rodoviária europeia e o valor específico da Polônia também mostra que a gestão tarifária ocorre por mercado. Um embarque de importação e outro de exportação podem estar sujeitos à mesma taxa polonesa quando enquadrados nos encargos IHI e IHE, mas a comparação com Benelux ou DACH depende das condições próprias de cada região. A consulta aos comunicados locais torna-se necessária para evitar generalizações na formação do frete.
O modelo de cobrança acompanha uma série de atualizações temporárias da Maersk associadas à volatilidade dos custos de energia. Ao estabelecer percentuais por região e revisões quinzenais, a empresa preserva a possibilidade de ajustar os encargos conforme a variação dos custos que sustentam o transporte terrestre. Para os operadores logísticos, o efeito direto está na necessidade de atualizar tabelas, propostas comerciais e previsões de custo durante a janela de vigência.
A atualização da EFS/IFS vale, portanto, como um aviso operacional para toda a cadeia intermodal europeia: o adicional rodoviário está entre 10% e 12%, a Polônia tem 12% para caminhão e 6% para RCO, e os dados disponíveis não permitem atribuir percentuais próprios aos modais fluvial e ferroviário nas três regiões principais. O próximo ponto de controle será a revisão quinzenal posterior a 14 de setembro de 2026, quando a Maersk poderá manter ou alterar os valores conforme a evolução dos custos de energia.