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title: "EUROGATE integra equipamentos automatizados de vários fabricantes"
author: "Redação"
date: "2026-08-29 12:06:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/08/29/eurogate-integra-equipamentos-automatizados-de-varios-fabricantes/md"
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## Resumo
- EUROGATE e ICT Logistics anunciaram a parceria em 26 de agosto de 2026.
- O SmartECS será desenvolvido como sistema de controle de equipamentos independente de fornecedores.
- A plataforma será integrada ao operateMyBox, sistema de gerenciamento de terminais da EUROGATE.
- O projeto prevê coordenar guindastes ship-to-shore, guindastes ASC e caminhões terminais automatizados ATT.
- A arquitetura utilizará Kubernetes, interfaces TIC4.0 e o protocolo MQTT.
- A primeira aplicação ocorrerá na modernização dos terminais alemães da EUROGATE.
- A ICT Logistics cuidará do ciclo de vida do software e a EUROGATE contribuirá com sua experiência operacional.

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Em 26 de agosto de 2026, a **EUROGATE** e a **ICT Logistics** anunciaram uma parceria estratégica para desenvolver um sistema de controle de equipamentos independente de fornecedores nos terminais alemães da operadora. O projeto busca conectar máquinas de fabricantes distintos à gestão operacional do terminal, permitindo que a automação avance sem depender de uma única marca de equipamento. A proposta coloca a interoperabilidade no centro da modernização, em vez de tratar cada máquina como uma ilha tecnológica.

## A integração começa no software

O núcleo tecnológico da iniciativa é o **[SmartECS](https://www.porttechnology.org/news/automation-and-optimisation/eurogate-ict-logistics-partner-on-terminal-automation/)**, solução de sistema de controle de equipamentos de próxima geração desenvolvida pela ICT Logistics. A ferramenta será aplicada como camada de orquestração, com o objetivo de organizar a atuação de máquinas de diferentes fornecedores a partir de uma lógica comum. A **ICT Logistics** também ficará responsável pelo ciclo de vida do software, conforme a divisão de funções anunciada para o projeto.

A EUROGATE contribuirá com sua **experiência operacional** na definição do conceito de automação. A cooperação foi estruturada sobre uma base de igualdade, na qual a ICT Logistics fornece o framework central de software e a operadora orienta a aplicação prática nos terminais. O objetivo é criar uma arquitetura aberta, flexível e escalável para a próxima geração de automação de terminais de contêineres, conectando a engenharia do sistema às exigências da rotina portuária.

Para transformar essa arquitetura em uma operação coordenada, o SmartECS será integrado ao **operateMyBox**, conhecido como oMb, sistema de gerenciamento de terminais da EUROGATE. O software de gestão fornecerá o planejamento operacional, enquanto o sistema de controle fará a ligação com o maquinário do pátio. Essa divisão aproxima a camada de decisão da execução física, ponto em que a interoperabilidade deixa de ser uma especificação técnica e passa a organizar o fluxo de trabalho do terminal.

## Máquinas diferentes sob uma lógica comum

Essa ligação precisa alcançar equipamentos com funções distintas dentro do terminal. O projeto prevê a coordenação de guindastes **ship-to-shore**, responsáveis pela movimentação de contêineres entre o navio e o cais, e de guindastes de empilhamento automatizados, identificados pela sigla **ASC**. A plataforma deverá orquestrar esses ativos de forma independente de fornecedor, mantendo a gestão integrada mesmo quando os equipamentos utilizarem tecnologias próprias.

Os caminhões terminais automatizados, conhecidos como **ATT**, aparecem como uma peça-chave para o transporte horizontal nos terminais alemães. Esses veículos fazem a conexão entre as áreas de cais e pátio, etapa que precisa acompanhar o ritmo dos guindastes para evitar que a automação fique limitada a um único trecho da operação. A EUROGATE também associa o projeto à manutenção de operações **24/7**, ampliando a exigência sobre coordenação, disponibilidade e continuidade do sistema.

Na infraestrutura de software, a solução será baseada em **Kubernetes** e utilizará interfaces **TIC4.0**. A primeira tecnologia fornece a base para organizar aplicações e serviços de forma escalável, enquanto o padrão setorial orienta a comunicação entre sistemas de automação. A combinação acompanha o objetivo de construir uma plataforma aberta, capaz de evoluir sem vincular toda a expansão futura a um único fabricante de máquinas ou a uma única implementação proprietária.

## O teste começa nos terminais alemães

Na camada de comunicação, o SmartECS utilizará o protocolo **MQTT** para lidar com protocolos proprietários dos fabricantes. A função prevista é traduzir linguagens específicas dos equipamentos e entregá-las a uma plataforma comum de controle. Esse mecanismo endereça um dos pontos mais sensíveis da automação portuária: fazer sistemas concebidos separadamente trocarem informações suficientes para que o planejamento do terminal e a movimentação física mantenham a mesma sequência operacional.

O foco inicial está na modernização dos **terminais alemães da EUROGATE**. Essa delimitação concentra a primeira aplicação em unidades nas quais a operadora poderá combinar sua experiência de campo com a especialização em software da ICT Logistics. O objetivo declarado de criar um conceito flexível e escalável ganha, assim, uma aplicação concreta dentro da rede alemã da empresa, com a interoperabilidade tratada como requisito de projeto desde o início.

A etapa anunciada é implementar o **SmartECS** integrado ao **operateMyBox** nos terminais alemães. O desenho estabelece uma separação clara entre o sistema de planejamento e o controle do equipamento, sem romper a coordenação entre as duas camadas. Para os terminais de contêineres, o resultado a acompanhar será a capacidade de reunir máquinas de fornecedores distintos sob uma arquitetura aberta, escalável e orientada a operações 24/7.

A divisão de responsabilidades também define como o projeto será conduzido. A **ICT Logistics** manterá o ciclo de vida do software, enquanto a **EUROGATE** fornecerá a experiência operacional necessária para orientar a aplicação da automação. O próximo passo concreto é levar essa combinação aos terminais alemães, onde a conexão entre planejamento, guindastes e transporte horizontal deverá materializar a proposta de independência de fornecedores.