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title: "Robôs marítimos testam missões coordenadas sem tripulação"
author: "Redação"
date: "2026-08-27 06:55:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/08/27/robos-maritimos-testam-missoes-coordenadas-sem-tripulacao/md"
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## Resumo
- A Subsea Fenix entregou um USV híbrido com capacidade de levantamento hidrográfico e inspeção por ROV.
- A ZeroUSV lançou autonomamente dois drones Oshen C-Star a partir da Oceanus12 em Plymouth, no Reino Unido.
- A Oceanus12 é uma embarcação autônoma de 12 metros usada como plataforma de lançamento e suporte.
- O software Guardian, da MarineAI, coordena a navegação e a missão dos sistemas autônomos.
- Os drones C-Star foram configurados para coleta de dados acústicos e utilizam sol e vento como fontes de energia.
- A próxima fase prevê o lançamento simultâneo de quatro drones para validar sistemas distribuídos.

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Em Plymouth, no Reino Unido, a **ZeroUSV** demonstrou o lançamento autônomo de dois drones Oshen C-Star a partir da embarcação-mãe Oceanus12, enquanto a **Subsea Fenix** entregou um veículo híbrido USV com capacidade de levantamento hidrográfico e inspeção por ROV. As iniciativas apresentam duas formas complementares de retirar pessoas da unidade que executa a tarefa: uma plataforma dedicada à coleta de dados e à inspeção subaquática e outra capaz de transportar, lançar e coordenar veículos de superfície. O avanço interessa ao setor marítimo porque desloca a automação da navegação isolada para a organização de missões com mais de um sistema.

## Um USV concentra levantamento e inspeção

Partindo da primeira frente, a **[Subsea Fenix](https://gulfoilandgas.com/webpro1/main/mainnews.asp?id=1137718)** entregou um veículo híbrido USV com capacidade de realizar **levantamento hidrográfico** e inspeção por ROV. A combinação reúne, em uma mesma unidade de superfície, uma capacidade voltada à obtenção de informações hidrográficas e outra destinada à verificação de estruturas ou áreas submersas por meio de um veículo operado remotamente. A fonte não amplia o escopo para aplicações comerciais adicionais, mas confirma que o equipamento foi concebido para executar esses dois tipos de atividade.

Dentro dessa configuração, o USV funciona como a unidade de superfície da missão, enquanto o **ROV** acrescenta o acesso ao ambiente subaquático durante a inspeção. O levantamento hidrográfico e a inspeção remota não são tarefas idênticas: o primeiro está associado à coleta de dados sobre a área pesquisada, enquanto o segundo concentra-se na observação ou verificação de elementos submersos. A entrega da Subsea Fenix, portanto, deve ser lida pelas capacidades anunciadas, sem atribuir ao veículo funções que não foram descritas na fonte.

Essa separação de funções ajuda a entender o primeiro modelo de robótica marítima abordado pela pauta. Em vez de usar uma embarcação maior para distribuir outros veículos, a solução da **Subsea Fenix** concentra no próprio USV as tarefas de levantamento e inspeção indicadas. O modelo é diferente do demonstrado pela ZeroUSV, mas os dois casos partem do mesmo princípio operacional: executar atividades no mar sem manter uma tripulação embarcada na unidade diretamente envolvida, preparando a comparação com a plataforma Oceanus12.

## Oceanus12 transforma o lançamento em missão

A segunda frente amplia a escala da operação. A **[ZeroUSV](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[ realizou em Plymouth a primeira demonstração mundial de lançamento autônomo de múltiplos drones de superfície a partir de uma embarcação maior. O teste envolveu a ](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[Oceanus12](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[, uma embarcação autônoma de 12 metros, que lançou dois veículos Oshen C-Star. O objetivo foi demonstrar uma missão coordenada entre sistemas autônomos, e não apenas a operação independente de um único barco sem tripulação.](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)

[Depois do lançamento, a coordenação ficou associada ao software ](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[Guardian](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[, da MarineAI, utilizado para navegação e organização da missão. Os drones C-Star foram configurados para coleta de dados acústicos e utilizam ](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[sol e vento](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[ como fontes de energia. A arquitetura separa as funções: a Oceanus12 atua como plataforma autônoma de lançamento e suporte, enquanto os C-Star são empregados na coleta distribuída de informações. Essa divisão permite testar a relação entre a embarcação que transporta os sistemas e os drones que executam a tarefa em campo.](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)

[A capacidade da plataforma também foi descrita em termos de alcance e carga. A ](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[Oceanus12](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[ tem autonomia de 4.630 quilômetros, capacidade de carga de 1.000 quilos e velocidade de 10 nós. O sistema foi projetado para operar com uma rede acústica passiva capaz de receber sinais de veículos subaquáticos não tripulados em uma área de aproximadamente ](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[26 quilômetros quadrados](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[. Esses dados delimitam o teste: trata-se de uma arquitetura voltada à coordenação, à comunicação acústica e à vigilância descrita no programa, sem que se possa extrapolar para missões não anunciadas.](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)

## [Do veículo de tarefa à plataforma de plataformas](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)

[Quando as duas iniciativas são observadas em conjunto, a diferença técnica aparece na forma de emprego dos veículos. O USV híbrido da ](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[Subsea Fenix](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[ foi entregue com capacidades de levantamento hidrográfico e inspeção por ROV. Já a Oceanus12 foi utilizada como uma embarcação-mãe capaz de lançar dois C-Star autonomamente. Um caso concentra tarefas na unidade de superfície; o outro distribui a missão entre uma plataforma lançadora e drones que operam a partir dela.](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)

[Na demonstração da ZeroUSV, essa arquitetura também reduz a exposição de pessoal humano em ambientes marítimos perigosos, conforme a descrição do programa. O navio-mãe fornece a base de lançamento e suporte, enquanto os veículos menores ampliam a distribuição dos sensores acústicos. O programa de ](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[10 meses](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[ recebeu financiamento da UK Defence Innovation, anteriormente chamada DASA. A próxima fase planejada prevê o lançamento simultâneo de quatro drones C-Star para validar a operação em escala de sistemas distribuídos.](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)

[O próximo passo anunciado será, portanto, medir se a coordenação demonstrada com dois drones pode ser ampliada para ](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[quatro C-Star](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)**[ em uma única operação. Esse teste dará continuidade ao modelo de embarcação não tripulada como base de lançamento, sem substituir a proposta da Subsea Fenix, que está associada ao levantamento hidrográfico e à inspeção por ROV. As duas soluções mostram que a robótica marítima pode avançar por caminhos distintos, desde a execução direta de uma tarefa até o comando autônomo de outros veículos em uma missão coordenada.](https://oceannews.com/news/science-technology/zerousv-achieves-world-first-autonomous-deployment-of-oshen-c-star-drones-from-oceanus12)