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title: "Logistica sustentavel impulsiona parcerias globais"
author: "Redação"
date: "2026-08-17 11:10:00-03"
category: "Portos"
url: "http://tp.scale.press/portal/tp/post/2026/08/17/logistica-sustentavel-impulsiona-parcerias-globais/md"
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## Resumo
- WEG apresenta redução de 32% nas emissões no Logistique Summit 2026.
- Operação global atende unidades em 18 países e 69 parques fabris.
- Programa de Fornecedores Sustentáveis avaliou mais de 1.100 parceiros até 2025.
- Projetos de energia solar em portos africanos inspiram cooperação sul-sul.
- Descarbonização portuária torna-se requisito essencial para competitividade.

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Durante o **Logistique Summit 2026** realizado em **Balneário Camboriú**, o executivo **Alexandre Bartsch** apresentou as estratégias de operação global da **WEG**, [destacando uma redução de 32% nas emissões](https://www.revistaportuaria.com.br/noticia/27948) e o avanço de cadeias logísticas sustentáveis que ecoam em iniciativas internacionais voltadas para a descarbonização portuária.

## Reducao de emissoes na cadeia global

A atuação da **WEG** abrange unidades em **18 países** e **69 parques fabris**, exigindo uma coordenação complexa que movimenta anualmente **150 mil contêineres** e **27,9 mil toneladas** via transporte aéreo. Essa malha complexa serve como termômetro para a eficiência operacional exigida pelo mercado internacional, onde a redução de poluentes deixou de ser um diferencial e passou a ser requisito básico de competitividade.

Para sustentar esse crescimento sem ampliar a pegada ecológica, a empresa implementou o **Programa WEG de Fornecedores Sustentáveis**, que avaliou mais de **1.100 fornecedores** até **2025**. Essa governança integrada garante que toda a cadeia de suprimentos compartilhe dos mesmos padrões ambientais rigorosos apresentados no evento catarinense.

A queda de **32%** nas emissões de gases de efeito estufa nos **Escopos 1 e 2** registrada em **2025**, comparada ao ano-base de **2021**, demonstra que a transição energética é viável quando apoiada por processos industriais otimizados e inovação tecnológica contínua.

## Conexao com portos e energias renovaveis

O modelo de gestão ambiental privado praticado no Brasil encontra forte paralelismo em projetos portuários internacionais e africanos, a exemplo de discussões promovidas por redes como a **APANG** sobre digitalização e transição verde em portos estratégicos, conforme detalhado em [análises recentes sobre a transformação portuária](https://tecnologiaportuaria.info/post/2026/08/05/angola-une-sustentabilidade-e-digitalizacao-para-transformar-portos).

Iniciativas voltadas para a instalação de fontes de energia solar e modernização de infraestruturas, como as planejadas para o **Porto do Lobito**, ilustram como a cooperação sul-sul pode acelerar a descarbonização de corredores logísticos vitais para o comércio exterior.

A integração entre tecnologia de ponta e fontes renováveis nestes terminais reduz o tempo de permanência de cargas e mitiga o impacto ambiental, criando um ambiente operacional alinhado às demandas globais de sustentabilidade e eficiência portuária.

## Desafios e perspectivas para o setor

Apesar dos avanços significativos na gestão de emissões e na eficiência das rotas internacionais, o setor logístico ainda enfrenta barreiras estruturais para unificar padrões regulatórios entre diferentes continentes e cadeias de suprimento.

O alinhamento entre diretrizes corporativas e políticas públicas eficientes permanece como o principal indutor para transformar terminais tradicionais em hubs logísticos de baixo carbono, reduzindo custos operacionais e garantindo perenidade aos negócios.

O avanço de estratégias corporativas sólidas e projetos portuários sustentáveis evidencia que o setor marítimo e logístico caminha para uma maturidade operacional inédita. Mesmo diante de entraves estruturais e burocráticos históricos, o ecossistema produtivo brasileiro e internacional demonstra capacidade de adaptação e evolução constante rumo a um futuro de baixa emissão.

A consolidação dessas práticas em **2026** reforça que a eficiência logística e a responsabilidade socioambiental são indissociáveis, pavimentando o caminho para que portos e indústrias liderem a transição energética global com resiliência e inovação técnica.