Durante o Logistique Summit 2026 realizado em Balneário Camboriú, o executivo Alexandre Bartsch apresentou as estratégias de operação global da WEG, destacando uma redução de 32% nas emissões e o avanço de cadeias logísticas sustentáveis que ecoam em iniciativas internacionais voltadas para a descarbonização portuária.
Reducao de emissoes na cadeia global
A atuação da WEG abrange unidades em 18 países e 69 parques fabris, exigindo uma coordenação complexa que movimenta anualmente 150 mil contêineres e 27,9 mil toneladas via transporte aéreo. Essa malha complexa serve como termômetro para a eficiência operacional exigida pelo mercado internacional, onde a redução de poluentes deixou de ser um diferencial e passou a ser requisito básico de competitividade.
Para sustentar esse crescimento sem ampliar a pegada ecológica, a empresa implementou o Programa WEG de Fornecedores Sustentáveis, que avaliou mais de 1.100 fornecedores até 2025. Essa governança integrada garante que toda a cadeia de suprimentos compartilhe dos mesmos padrões ambientais rigorosos apresentados no evento catarinense.
A queda de 32% nas emissões de gases de efeito estufa nos Escopos 1 e 2 registrada em 2025, comparada ao ano-base de 2021, demonstra que a transição energética é viável quando apoiada por processos industriais otimizados e inovação tecnológica contínua.
Conexao com portos e energias renovaveis
O modelo de gestão ambiental privado praticado no Brasil encontra forte paralelismo em projetos portuários internacionais e africanos, a exemplo de discussões promovidas por redes como a APANG sobre digitalização e transição verde em portos estratégicos, conforme detalhado em análises recentes sobre a transformação portuária.
Iniciativas voltadas para a instalação de fontes de energia solar e modernização de infraestruturas, como as planejadas para o Porto do Lobito, ilustram como a cooperação sul-sul pode acelerar a descarbonização de corredores logísticos vitais para o comércio exterior.
A integração entre tecnologia de ponta e fontes renováveis nestes terminais reduz o tempo de permanência de cargas e mitiga o impacto ambiental, criando um ambiente operacional alinhado às demandas globais de sustentabilidade e eficiência portuária.
Desafios e perspectivas para o setor
Apesar dos avanços significativos na gestão de emissões e na eficiência das rotas internacionais, o setor logístico ainda enfrenta barreiras estruturais para unificar padrões regulatórios entre diferentes continentes e cadeias de suprimento.
O alinhamento entre diretrizes corporativas e políticas públicas eficientes permanece como o principal indutor para transformar terminais tradicionais em hubs logísticos de baixo carbono, reduzindo custos operacionais e garantindo perenidade aos negócios.
O avanço de estratégias corporativas sólidas e projetos portuários sustentáveis evidencia que o setor marítimo e logístico caminha para uma maturidade operacional inédita. Mesmo diante de entraves estruturais e burocráticos históricos, o ecossistema produtivo brasileiro e internacional demonstra capacidade de adaptação e evolução constante rumo a um futuro de baixa emissão.
A consolidação dessas práticas em 2026 reforça que a eficiência logística e a responsabilidade socioambiental são indissociáveis, pavimentando o caminho para que portos e indústrias liderem a transição energética global com resiliência e inovação técnica.