A Maersk divulgou em 17 de julho de 2026 um advisory informando clientes sobre condições do rio em Manaus, Brasil, durante o período de seca de 2026, com indicações fortes de restrições de navegação entre outubro de 2026 e início de 2027 baseadas no Aviso Inicial emitido em 14 de julho de 2026 pela Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental e dados da Agência Nacional de Águas, gerando impactos potenciais em operações logísticas de transporte de cargas na região amazônica.

Previsões de Restrições por Período na Seca de 2026

Com base nessas análises, as previsões da Maersk indicam restrições de capacidade entre as semanas 41 e 44 em outubro, limitando o calado dos navios e reduzindo a capacidade de carga transportada nos serviços fluviais para Manaus, conforme dados de estações de medição da ANA e análises preditivas que mostram comportamento do rio desde o início de 2026 com potencial para restrições severas.

Além das restrições de capacidade em outubro, o período de novembro traz risco de fechamento do rio entre as semanas 45 e 48, o que interromperia completamente as operações de navegação durante o pico da seca, conforme as projeções da autoridade fluvial que combinam o aviso inicial de 14 de julho com dados históricos de ciclos de cheia e seca.

As restrições de capacidade retomam entre as semanas 49 e 53 em dezembro, com possibilidade de uso de píeres flutuantes se as condições se deteriorarem ainda mais, o que reforça a necessidade de monitoramento contínuo por parte das operadoras para ajustar rotas e cargas em tempo hábil.

Níveis Hidrológicos Atuais no Rio Negro e Iniciativas de Monitoramento

Enquanto as previsões para o futuro apontam desafios, os dados atuais mostram que o nível do Rio Negro em Manaus está em 2.820 cm de acordo com o 28º Boletim Hidrológico da Bacia Amazônica emitido pelo SGB, fornecendo um parâmetro concreto para avaliar a evolução da vazante.

A bacia apresentou tendência predominante de vazante com redução de 16 cm registrada em Manaus na última semana, embora os níveis gerais permaneçam acima da mediana histórica nas estações monitoradas, indicando que as condições ainda permitem operações normais mas exigem vigilância constante.

A ONE Line mantém o serviço Caribbean Express 1 operando normalmente para Manaus e Vila do Conde, com planos de contingência implementados e uma página dedicada lançada para rastreamento de contêineres e planos de contingência, demonstrando como o monitoramento em tempo real apoia a continuidade das operações.

Impactos Logísticos e Estratégias de Contingência para Operadores

As restrições previstas podem resultar em limitações logísticas, redução da capacidade dos navios e aumento dos custos operacionais para o transporte de cargas na Amazônia, afetando diretamente o planejamento de rotas e o comércio regional que depende desses corredores fluviais.

Caso as condições piorem, há possibilidade de sobretaxa adicional e necessidade de uso de píeres flutuantes, o que afeta o planejamento de rotas e o comércio regional, conforme destacado no advisory da Maersk que reafirma compromisso com regulamentos, transparência e manutenção de clientes informados.

A ONE Line por sua vez implementa planos de contingência enquanto o serviço continua normal, demonstrando a importância do monitoramento contínuo para mitigar interrupções e permitir ajustes proativos por parte das empresas que operam na região.

Essas medidas de contingência incluem o acompanhamento diário dos níveis de água e a preparação para cenários de capacidade reduzida, permitindo que operadores ajustem volumes de carga e programem envios com maior antecedência para evitar paralisações.

O alerta da Maersk destaca os desafios recorrentes da navegação fluvial na Amazônia durante períodos de seca, com implicações diretas para as cadeias de suprimentos que dependem do acesso a Manaus.

Ações como as dragagens preventivas antecipadas pelo governo em maio de 2026, disponíveis em detalhes sobre as medidas preventivas, mostram esforços para mitigar efeitos, mas a recorrência de alertas sugere que o setor deve incorporar lições de ciclos anteriores para reduzir vulnerabilidades em futuras estações secas.