A Organização Marítima Internacional e o governo de Omã iniciaram em 23 de junho de 2026 o plano de evacuação faseada de centenas de navios e mais de 11 mil marítimos retidos no Golfo Pérsico após o acordo entre EUA e Irã. A medida atende à necessidade de retirar embarcações presas desde o fechamento do Estreito de Hormuz e utiliza duas rotas temporárias ao norte e ao sul do esquema de separação de tráfego.
Rotas temporárias norte e sul do TSS
Omã emitiu aviso NAVAREA IX com coordenadas exatas dos corredores marítimos temporários. A rota norte passa por águas iranianas e a rota sul acompanha a costa omanita. O tráfego de separação original foi considerado inseguro e as novas faixas reduzem o risco de colisão durante a evacuação controlada.
Navios são contatados individualmente pela IMO para receber o dia alocado de trânsito. A exigência de AIS ativo permite monitoramento em tempo real e evita pedágios em qualquer das rotas. A abordagem gradual organiza os grupos de embarcações para manter níveis de tráfego próximos ao registrado em fevereiro.
Operadores recebem orientações diárias da Marinha de Omã enquanto a IMO acompanha a execução e publica atualizações. A cooperação envolve ainda os Estados Unidos e outros países do Golfo para garantir a passagem segura das frotas.
Primeira fase designa 40 navios
O primeiro grupo de 40 navios já recebeu designação para iniciar a travessia. O total de marítimos a evacuar supera 11 mil e inclui tripulantes de diversas nacionalidades retidos desde o bloqueio. Catorze mortes de marítimos foram confirmadas durante o período de confinamento.
A IMO coordena o contato direto com cada embarcação para definir a janela de saída. O processo evita aglomerações que elevariam o risco de incidentes em área de tráfego intenso. O secretário-geral Arsenio Dominguez destacou o papel do acordo de paz na viabilização da operação.
Grupos subsequentes serão formados conforme a capacidade dos corredores e o ritmo de confirmações de trânsito. A ausência de pedágios facilita a adesão imediata das companhias e reduz custos operacionais durante a retirada.
Monitoramento contínuo e apoio da indústria
O International Chamber of Shipping recebeu o plano com apoio e ressaltou a importância do uso obrigatório de AIS para rastreamento preciso. Níveis de tráfego já se aproximam do patamar mais alto desde fevereiro, sinalizando retomada gradual da navegação comercial.
A análise de dados de comportamento de embarcações complementa o monitoramento oficial e ajuda operadores a cumprir exigências de conformidade sancionatória. Profissionais de logística podem consultar análises atualizadas sobre o Estreito de Hormuz para ajustar rotas e mitigar exposição regulatória neste relatório.
A IMO mantém atualizações diárias e coordena com estados costeiros para ajustes em tempo real. A operação prioriza a segurança dos 11 mil marítimos e a retomada ordenada do fluxo de cargas pelo Golfo Pérsico.
Próximos passos da evacuação
Navios remanescentes continuarão a ser alocados em fases sucessivas até a liberação total da área. A Marinha de Omã mantém a responsabilidade operacional enquanto a IMO fornece supervisão internacional.
Empresas de navegação devem preparar documentação e verificar sistemas de AIS com antecedência para evitar atrasos nas janelas designadas. O sucesso da primeira fase determinará o ritmo das etapas seguintes.