Em março de 2026 uma escalada militar provocou ataque com mísseis iranianos ao porto de Jebel Ali, levando a DP World a suspender temporariamente as operações e fechando efetivamente o Estreito de Ormuz. A declaração da DP World em 12 de março de 2026 confirmou que o porto continuava totalmente operacional sem danos à infraestrutura. O impacto imediato reduziu as chegadas de navios declarando destino Jebel Ali de 67 em janeiro para 23 em março, queda de 66%.

Impacto direto nas operações de Jebel Ali

O tempo médio de espera no porto subiu de cerca de 2 dias para mediana de 4,56 dias após o evento. Transportadoras aplicaram sobretaxa de risco de guerra entre 1.500 e 4.000 dólares por contêiner. As tarifas de frete aumentaram entre 125% e 180% em relação aos níveis pré-crise.

Os portos alternativos próximos registraram forte elevação de volume. Navios redirecionados para Khor Fakkan passaram de 2 para 27, crescimento de 1.250%. Congestionamento se formou também em Fujairah, Khalifa, Sohar e Salalah.

Atrasos de atracação em Khor Fakkan levaram a desvios adicionais para portos na Índia e Colombo. Todos os portos do Oriente Médio permaneceram operacionais, porém com capacidade restrita.

Alternativas logísticas em Khalifa Port e corredores terrestres

Khalifa Port em Abu Dhabi oferece capacidade de cerca de 5 milhões de TEU com potencial de expansão. Jebel Ali possui capacidade de aproximadamente 13 milhões de TEU e fica a 50 km ao sul do centro de Abu Dhabi. A DP World ativou corredores terrestres de Jebel Ali para Sohar, com distância aproximada de 350 km.

A empresa também colocou em operação o corredor terrestre entre Jebel Ali e Dammam. O Porto de Aqaba registrou volume 312% superior ao previsto para o primeiro trimestre de 2026 com cargas desviadas.

Em Dubai o Green Corridor entre Omã e Dubai permite que contêineres destinados a Jebel Ali, mercado local de Dubai e operações de reexportação sigam por rotas terrestres alternativas sob supervisão aduaneira. A iniciativa atende a desafios operacionais como atrasos, desvios de rota e elevação de custos de frete e seguro.

Desafios de congestionamento em portos alternativos

Berthing delays em Khor Fakkan causaram desvios adicionais para portos na Índia e Colombo. A solução em Khor Fakkan inclui transbordo de contêineres para caminhões com destino aos países do GCC. Portos de Khalifa e Hamad no Catar permanecem atrás do mesmo ponto de estrangulamento do Estreito de Ormuz.

Os desvios e o aumento de volume pressionam a infraestrutura existente em vários terminais regionais. Operadores avaliam rotas adicionais para mitigar os efeitos das restrições.