A Agência Nacional de Transportes Terrestres participou nos dias 28 e 29 de maio de 2026 do Santos Export 2026 realizado no Guarujá (SP) com foco na descarbonização do transporte terrestre. O diretor Felipe Queiroz representou a ANTT e conduziu o painel sobre o tema. O evento reuniu profissionais do setor logístico e portuário para discutir soluções práticas que reduzam emissões e ampliem a capacidade logística do país.

Programa de Sustentabilidade projeta bilhões em investimentos

O Programa de Sustentabilidade na Infraestrutura (PSI) da ANTT projeta R$ 16,5 bilhões em investimentos nas próximas três décadas. Esses recursos visam integrar infraestrutura e reduzir emissões no transporte terrestre. A iniciativa alinha-se às metas de redução de gases de efeito estufa no setor.

O Sandbox Regulatório da ANTT funciona como laboratório para testar soluções de eletrificação e descarbonização. Empresas podem experimentar tecnologias em ambiente controlado antes da aplicação em larga escala. O programa acelera a adoção de práticas sustentáveis em rodovias e terminais.

Esses instrumentos regulatórios oferecem base técnica para operadores que buscam adequação às normas ambientais. O monitoramento contínuo dos acessos ao Porto de Santos complementa as ações da ANTT.

Porto de Santos no centro das discussões

O Porto de Santos movimentou quase 30% do comércio exterior brasileiro em 2025. A ANTT reforçou o trabalho de identificar gargalos nos acessos terrestres ao porto. A integração entre modais marítimo e rodoviário ganha importância com o avanço da agenda climática.

Diretor Felipe Queiroz destacou que o transporte terrestre entra no centro da agenda climática global. O prazo crítico até 2031 traz potencial de reduzir em até 68% as emissões no setor. Medidas práticas incluem eletrificação de frota e otimização de rotas.

Profissionais do setor portuário acompanham esses debates para antecipar impactos nas operações de carga e descarga. A conectividade entre porto e hinterland depende de avanços na infraestrutura terrestre sustentável.

Próximos passos e monitoramento contínuo

A ANTT mantém ações de monitoramento dos gargalos nos acessos ao Porto de Santos. Parcerias com terminais e operadores logísticos ampliam o alcance das soluções testadas no Sandbox. O foco permanece na redução de emissões sem comprometer a eficiência do transporte.

Empresas que adotam tecnologias validadas no programa ganham vantagem competitiva em licitações futuras. O PSI direciona recursos para projetos que combinam infraestrutura e sustentabilidade.

O debate no Santos Export 2026 reforça a necessidade de coordenação entre agências reguladoras e o setor privado. Resultados práticos devem aparecer nos próximos anos com a expansão dos testes de eletrificação.