O Grupo AD Ports concluiu em 22 de maio de 2026 a implantação de uma rede digital terrestre de alta capacidade com mais de mil quilômetros em parceria com a e&. A infraestrutura conecta ativos marítimos e logísticos em Abu Dhabi e suporta transmissão de dados de sensores, vídeos e IoT com baixa latência. A rede forma a base para aprendizado de máquina, processos automatizados e manutenção preditiva nos terminais.

Rede digital sustenta automação em Abu Dhabi

A nova espinha dorsal integra conectividade via satélite LEO e redes de rádio para resiliência multicamadas. Mohamed Juma Al Shamisi, diretor-gerente e CEO do grupo, destacou que a solução prepara os portos para operações alimentadas por IA. Masood M. Sharif Mahmood, CEO do grupo e& UAE, ressaltou a sincronia operacional em tempo real alcançada.

O projeto faz parte de um programa maior de modernização tecnológica do AD Ports Group. A capacidade superior a mil quilômetros permite o fluxo contínuo de informações entre terminais, armazéns e centros logísticos. Com isso, sistemas de gestão de carga e tráfego passam a operar com maior precisão e velocidade.

Empresas do setor portuário acompanham a evolução para reduzir paradas não planejadas e otimizar rotas internas. A infraestrutura também apoia o uso de robótica e veículos autônomos em áreas restritas dos terminais.

Laboratório vivo testa IA e robótica em Bremen

Os portos de Bremen e Bremerhaven adotaram em 2024 a Estratégia Smartport que coordena a transformação digital com mais de setenta organizações. O Smartport Living Lab, iniciado em 2025 e com duração até 2029, recebe até 2,77 milhões de euros de fundos ERDF e estaduais. Parceiros como BIBA, DFKI, DLR-MI, ISL e TOPAS conduzem experimentos práticos.

O DFKI implementa uma plataforma de centro de controle marítimo baseada em gêmeos digitais. O TOPAS cria campos de teste para shuttles, navios e drones autônomos. O DLR-MI desenvolve plataformas modulares de sensores para monitoramento contínuo.

A comunidade de inovação SPorT, com até 3,5 milhões de euros até 2028, fomenta projetos como o SharePort de compartilhamento de recursos e o MARIOW de robô submarino para soldagem. Os testes envolvem cerca de mil e oitocentas empresas e quarenta e um mil empregados diretos que geram giro anual próximo a oito bilhões de euros.

Aplicações práticas ampliam eficiência operacional

Em ambos os projetos, a IA permite análise preditiva de manutenção de equipamentos e otimização de fluxos de contêineres. Os dados em tempo real reduzem tempos de espera e melhoram a segurança nas áreas de manobra. Profissionais do setor passam a contar com dashboards integrados que combinam informações de múltiplas fontes.

As iniciativas ocorrem em paralelo em continentes distintos e reforçam a tendência global de digitalização portuária. A rede de Abu Dhabi oferece resiliência para operações de grande escala, enquanto o laboratório de Bremen foca em validação de tecnologias emergentes.

Estudantes e engenheiros encontram nesses casos exemplos concretos de integração entre sensores, algoritmos e infraestrutura física. O resultado esperado é a redução de custos operacionais e aumento da capacidade de movimentação sem expansão física dos terminais.