Empresas de navegação discutiram em maio de 2026 em Atenas como medir o impacto da digitalização durante painel do evento Smart Maritime Network. Representantes de Chandris Hellas Inc Laskaridis Shipping e TMS Group apresentaram abordagens práticas para integrar pessoas processos e tecnologia. O debate destacou a importância de métricas claras de impacto esforço e custo para justificar investimentos em IA e automação no setor marítimo.

Medição de impacto orienta projetos de digitalização

TMS Group por meio de Theodoros Tserpelis propôs o uso de métricas combinadas de impacto esforço e custo para estruturar iniciativas digitais. Um exemplo prático envolve gasto anual de 500 milhões de dólares em bunker e custo de projeto de 1 milhão de dólares exigindo economia mínima de 0,2 por cento no consumo de combustível da frota para atingir ponto de equilíbrio. A criação de um Project Charter de uma página ajuda a alinhar equipes e priorizar ações.

Klavdia Chatzikonstantinou da Chandris Hellas Inc ressaltou oportunidades de geração de receita por meio de conexões em tempo real para correspondência de cargas e precisão de ETA. Essas conexões permitem decisões operacionais mais ágeis e reduzem perdas em rotas e escalas portuárias.

Nikolaos Tsoulakos da Laskaridis Shipping apontou dificuldades em quantificar o valor de segurança proporcionado por sistemas de CCTV e medidas indiretas como redução de taxas de incidentes. O foco recai sobre redefinição de processos e envolvimento de usuários finais para garantir adoção efetiva em navios e em terra.

Camada de IA contextual reduz ruído e eleva decisões

Sebastian Toft cofundador e diretor gerente da Sealenic defendeu em maio de 2026 uma camada de IA contextual acima dos sistemas existentes em vez de adicionar camadas de inteligência artificial em todos os pontos. Companhias de navegação frequentemente operam com mais de dez ou vinte sistemas e a abordagem concentra-se em resolver tarefas reais de operações e conformidade.

A plataforma consolida inteligência em um único ponto de decisão dinâmico que combina procedimentos desempenho em tempo real e atualizações regulatórias por exemplo em inspeções de estado do porto. O método evita alucinações ao utilizar apenas dados acessíveis sem externalizá-los.

Toft enfatizou que o fator humano continuará presente e que a IA deve elevar esse fator em vez de substituí-lo reduzindo a carga administrativa de oficiais seniores. O caso de negócio inclui tempo economizado menor número de deficiências e detenção evitada.

Previsões para 2026 apontam aceleração com ROI mensurável

Joy Basu CEO da Smart Ship Hub projetou em dezembro de 2025 que 2026 será o ano de ruptura com aceleração acentuada na adoção de tecnologias marítimas. Proprietários e operadores buscam frameworks de ROI mensurável com KPIs definidos para armadores operadores fretadores portos e seguradoras.

Entre as inovações esperadas estão dados de sensores automatizados de alta frequência IA e RPA para redução de esforço manual gateways de borda de baixo custo e sensores plug and play para navios mais antigos. Plataformas unificadas proporcionarão consciência em tempo real da frota gêmeos digitais impulsionados por IA inspeções remotas e avaliações automatizadas de saúde do navio.

A IA deixará aplicações isoladas para integrar sistemas empresariais completos que influenciam segurança conformidade fluxos de trabalho a bordo e decisões comerciais. Ferramentas modulares dados robustos e atenção ao pessoal no mar e em terra completam o quadro de transformação.