O Ministério de Portos e Aeroportos acelerou em 2026 a implantação de sistemas de eletrificação e fontes renováveis em portos brasileiros, com destaque para o Porto de Santos, que opera desde 2024 o Onshore Power Supply alimentado pela usina hidrelétrica de Itatinga, em Bertioga.
Santos reduz uso de diesel com OPS desde 2024
O sistema OPS no Porto de Santos permite que rebocadores e embarcações atracadas desliguem motores a diesel e conectem-se à rede elétrica terrestre. A energia vem da usina de Itatinga e já cortou parte do consumo de combustível fóssil nas operações diárias.
Paranaguá, por sua vez, instalou painéis fotovoltaicos em 2023 e ampliou sistemas ferroviários elétricos para mover cargas sem emissões adicionais. Esses projetos seguem critérios da Política de Sustentabilidade para o Transporte, publicada em 2025, que exige metas de redução de gases de efeito estufa.
O Índice de Desempenho Ambiental da Navegação, coordenado pelo ministério, monitora 39 indicadores em portos e navios para medir avanços concretos em descarbonização.
Suape caminha para terminal 100% elétrico até fim de 2026
O Porto de Suape prepara-se para se tornar o primeiro terminal de contêineres totalmente eletrificado da América Latina. Equipamentos como guindastes e empilhadeiras já operam com motores elétricos e automação, eliminando emissões locais durante manobras.
Complexos de Pecém e Açu, no Nordeste, concentram investimentos em hidrogênio verde e amônia verde, com primeiras exportações previstas a partir de 2030. Esses polos utilizam energia eólica e solar para produzir combustíveis de baixo carbono destinados ao mercado marítimo internacional.
O setor portuário responde por mais de 95% do comércio exterior brasileiro. A redução de emissões nesses terminais impacta diretamente a pegada de carbono das cadeias de suprimentos que passam pelo país.
Programas federais como o PND-Portos orientam a transição e preparam infraestrutura para receber navios que exigem energia em terra ou combustíveis alternativos.
Investimentos preparam portos para exigências globais
Autoridades portuárias acompanham regras internacionais que limitam emissões de navios. Projetos de eletrificação e renováveis colocam terminais brasileiros em posição de atender essas normas sem perda de competitividade.
Empresas que operam em Santos e Suape já relatam menor custo com combustível e manutenção após migração parcial para eletricidade. Os dados de 2025 mostram queda mensurável no uso de diesel em operações atracadas.