O sócio-diretor da T2S, Ricardo Pupo Larguesa participou na última quarta-feira (02) do programa Porto 360º do grupo Tribuna.


Na ocasião, Larguesa, que é engenheiro da computação pós-graduado em automação e também professor universitário, falou sobre o atual cenário da tecnologia no setor portuário, abordou iniciativas para a desburocratização dos processos e também falou sobre as skills necessárias para quem deseja trabalhar na área de tecnologia.


A entrevista foi conduzida por Maxwell Rodrigues e também teve a participação de Marcelo Rosa, que é especialista em inovação e tecnologia na Santos Brasil.

Um dos assuntos abordados foi a respeito do estágio atual dos portos brasileiros do ponto de vista tecnológico e das oportunidades de investimento.“Todas as dificuldades que uma solução de software demanda, o porto traz como desafios. Então, é um celeiro de ideias e soluções e isso é muito positivo”, explicou Larguesa.


De acordo com Larguesa, a desvalorização da moeda brasileira prejudica nos investimentos, pois a automação portuária de equipamentos  fica encarecida por conta do custo do dólar e das moedas internacionais. 


“Mas, o povo brasileiro é bastante criativo e a gente continua avançando e entregando soluções sensacionais, algumas inclusive, dentro da Santos Brasil”, disse, referindo-se aos diversos projetos e cases de sucesso em que a T2S desenvolveu em parceria com a Santos Brasil.

Neste contexto, os entrevistados falaram ainda sobre a integração de sistemas no setor portuário, especialmente as que são com entidades do governo.


Marcelo abordou sobre os conflitos que ocorrem por conta da falta de integração entre sistemas públicos e que podem gerar retrabalhos e serviços extras aos terminais.

Já Ricardo citou iniciativas como o Portal Único de Comércio Exterior, que provê diversas APIs de integração, mas “não o suficiente para cobrir todo o ecossistema de comércio exterior da Receita Federal”.


De acordo com Larguesa, embora haja a tendência da desburocratização dos processos, este é ainda um caminho desafiador, visto que, para as entidades governamentais definirem seus padrões é um desafio, assim como no setor privado, em que cada instituição desenvolve suas próprias soluções.


Os entrevistados finalizaram o bate papo falando sobre as oportunidades na área de tecnologia e no porto e quais as habilidades essenciais para se construir uma carreira na área.


Assista a entrevista completa: